Vira-Lata

28/10/2009

Notas Fiscais – 3: Truco!

Filed under: Eu vou indo e você...,Sem categoria — Aullos @ 18:37

É chato voltar ao assunto em tão pouco tempo. Isso ainda vai merecer um espaço reservado… Achei que eu demoraria dias a mais para por isso em debate mas um novo pedido de NF hoje, num bom restaurante, motivou-me a falar novamente sobre isso.

Feita a refeição, pedi a minha conta, com NF, explicando ao garçom tudo o que tinha que acontecer na nota: “Eu quero que esteja discriminado O QUE FOI EFETIVAMENTE CONSUMIDO”. Simples, não?

Certo, o valet estava no meio do preço a pagar (como eles fariam na NF com esse serviço terceirizado?) pois não é pago no guichê deles, dos valets (por procedimento da casa) etc. e tal. Disse a ele para conversar com a gerência sobre como resolver.

A minha NF veio “X “. Hum. “X”??? Menos do que paguei, na conferência tinha dado “Y”!!!  Ué, uma NF menor do que paguei??? (Nota do Escriba: meu cartão de crédito já tinha sido passado).

Essa a diferença VIRTUAL para a casa: Meu X do cartão e o Y da NF, de quase R$ 50,00, eram o valet e… 12% de serviço (!!!!!! – chegaremos a 100% um dia?). A conta não fecha na nota, ainda que a minha (pelo que consumi na casa) sim. Em nenhum lugar aparece isso – só aqui.

A DIFERENÇA REAL (para a lei): dei o tanto devido pelo total cobrado e a NF explica, a quem quiser saber, que a diferença foi entre “X” e “Y” foi “troco”. “X” que dei, menos “Y” cobrado e o que aparece na NF é troco. Troco?????? Ou Truco???? Ué… não vi dinheiro de volta!!! A casa está voltando dinheiro para quem??? Estará passando (o dim-dim) férias em São Luís do Maranhão???

ZAP! TRUCO!!!

27/10/2009

Notas Fiscais – 2

Voltando ao assunto, infelizmente. Acho que vou criar um curso sobre notas fiscais para proprietários, administradores, gerentes e garçons de restaurantes.

Hoje fui almoçar em um bom restaurante, bem frequentado e preços de bom custo x benefício. Não pedi nada diferente do que a maioria: uma entrada escolhida de uma relação um pouco enxuta, um prato principal dentre uns quinze, uma bebida alcoólica e uma água com gás. No “overtable”.

Conferida a conta, o meu pedido ao garçom: uma nota especificada, por favor (esse pedido seria legalmente desnecessário, mas…). Maquininha do cartão, piriri-pororó e… tcham-tcham-tcham-tchamaaam! “2 Refeições – Total – R$ X”. E a cobrinha entre “2 Refeições” e “X” (não era NF eletrônica).

Senhor, por favor… Daria para fazer discriminada? – “Ah, acho que não dá não, mas vou ver para você”. Putz. Crime tributário isso, rapaz, eu pensei, mas não disse.

E veio a nova nota. Sem discriminar a entrada e a bebida (ou seja, discriminou certinho apenas o prato principal). Expliquei para ele o erro, ele foi, voltou com a mesma nota fiscal e aquela de conferência da conta que estava correta.

Parei por aí. Já estava pintando um clima acinzentado e eu estava com pressa. Peguei a NF e a nota de conferência e fui embora.

Expliquei a ele o motivo de minha insistência: reembolso. E cidadania.

22/10/2009

Notas Fiscais

Filed under: Sem categoria — Aullos @ 18:12

Desgusting… Chegando de um restaurante agora vi a minha NF solicitada por várias razões (além da cidadania),  inclusive a de participar da NF Paulista – diga-se, um ótimo incentivo financeiro e fiscal do qual já recebi de volta uns R$ tantos por conta de devoluções do ICMS pago no consumo e de sorteios realizados pelo Estado (contribuintes locais, vale a pena pedir a NF com CPF – registrem-se no site da Secretaria da Fazenda de SP, salvo se você tem o que Temer, ops, temer).

Qual a minha surpresa, nesse exato momento, ao verificá-la em casa (errei em não conferir na hora) e ver que os 10% dos garçons viraram pratos e bebidas (!!!).

O valor total está certo e foi isso que eu mirei na conferência local, mas…

Há dente de coelho (e não de alho) nessa história.

14/10/2009

Afeganistão (1)

“- Venham – disse babi. – Saiam do carro e dêem uma olhada nisso. Os meninos obedeceram e ele prosseguiu, apontando: – Aí estão eles. Vejam.

Tariq chegou a perder o fôlego. Laila também. E teve a certeza de que, mesmo que vivesse cem anos, jamais veria algo tão grandioso. Os dois Budas eram imensos, muito maiores do que ela achava que fossem pelas fotos que tinha visto. “Esculpidos no penhasco rochoso, fitavam as pessoas lá embaixo, exatamente como faziam há quase duzentos anos”, pensou Laila, “quando as caravanas cruzavam aquele vale seguindo a Rota da Seda”. De ambos os lados das estátuas, por toda a extensão do gigantesco nicho, o rochedo tinha sido escavado formando uma infinidade de cavernas.

buddha-statue-pre-taliban

– Eu me sinto tão pequeno… – disse Tariq.

-Querem subir? – perguntou babi

– Subir nas estátuas? – indagou Laila. – Podemos?

– Venham – disse seu pai babi, sorrindo e estendendo a mão.

Bamiyan (no Afeganistão) foi durante muito tempo um reduto do budismo, até cair sob o domínio islâmico no século IX. Os penhascos de rocha calcária eram a morada de monges budistas que escavavam essas cavernas para usá-las como moradia e como abrigo para os peregrinos cansados.

Bamiyan1963

– A certa altura – disse babi -, chegou a haver cinco mil monges vivendo como eremitas.

Tariq estava completamente sem fôlego quando chegaram ao topo. Babi também estava ofegante, mas seus olhos brilhavam entusiasmados.

– Estamos no alto da cabeça da estátua – disse ele, enxugando a testa com o lenço. – Vejam que vista linda!”

(Trecho de “A Cidade do Sol”, título em português de “A Thousand Splendid Suns”, do escritor afegão Khaled Hosseini, residente na Califórnia, EUA)

Budas de Bamyan - durante

Budas de Bamyan - depois 2

Chegarei em comida, mas antes é preciso apresentações. Comer sem conhecer é, no mínimo, não recomendável.

Afeganistão. Notícias ruins ou as boas? Ouvi no fundo da classe. Como sempre, vamos primeiramente ao que há de ruim em breves linhas, segundo as minhas modestas impressões, para após chegarmos ao Nirvana: comida.

É de tristíssima lembrança a demolição pelos talebans, que têm por herói, o, hmmm, eeeehh, excêntrico Osama Bin Laden (esse nunca acamparia comigo, com lamparinas ou não, sem ou com sapatos para dormir), das gigantescas estátuas de Buda, os “Budas de Bamiyan”, de 53 e 38 metros de altura (juro que eu não medi, desculpem-me eventuais diferenças), esculpidas por volta do século V D.C. nas montanhas Hindu Kush por seguidores da escola budista Lokottarava, então a principal veia budista do Afeganistão (confiem em mim um pouquinho). A estátua maior é a visitada por Laila, Tariq e o pai deles na história “A Cidade do Sol”, cuja leitura eu fortemente recomendo.

Embora nos surpreenda a violência dos barbudos (não os de cá, mas os de lá, cujos livros religiosos devem ou deveriam coibi-los de comer sopas ou pastas com molhos ou pães com migalhas, ou obrigá-los a jantar com toalhas de mesas de ao menos três metros de sobras nas laterais de onde comer, porque não é bonito nem higiênico limpar a boca com as próprias barbas), tal surpresa não deveria ocorrer, pois a história dava os seus recados, desde os tempos de antanho, preparando-nos para o pior. Sim, senhor.

Gengis Khan, o irascível e afinado líder da banda homônima, mandou matar o povo que vivia nessa região em 1222 (sobraram apenas alguns poucos nômades para contar a história), mas os budas de pedra resistiram. Sim, senhor! Buda neles!

No século XVI, os muçulmanos, de olho na região, tentaram destruir as estátuas (que não são de laranja e nem ocupavam potenciais plantações da dita fruta). A maior foi danificada no rosto e nas pernas, mas insistiu na manutenção de sua posição rochosa. Buda neles!

Em 1893, o povo local, os bamiyans, perdeu a sua independência para os ingleses, que se encantaram com a beleza das estátuas dos Budas.

Pois sim. Começaram, naquelas terras, enormes peregrinações às também enormes imagens dos Budas, um alento para um lugar sofrido por invasões inglesas, russas e, porque não dizer, norte-americanas, paralelamente a guerras tribais e de pobreza constante, insistente e crescente. Buda para todos!

A adoração insistente aos Budas de Bamiyan era nada boa para o pensamento taleban, para quem tudo o que não é ou fosse Alá deve(ria) ser proibido ou enxotado. (Por que Deus insiste em fazer gente que gosta do que não se deve gostar, e que não gosta do que se deveria?). A batata dos Budas estava assando (até que enfim algo ligado a comida nesse post).

Em 1998, o rosto do Buda menor foi destruído. Em 21 de março de 2001, sob os auspícios do mulá  Omar, ambas figuras de Buda foram implodidas, sob a supervisão do Ministério da Promoção da Virtude e Prevenção de Vícios (sic) e pelo Ministério da Informação e Cultura do Taleban (sic). Budem-se todos!

O lamentável episódio dos Budas de Bamiyan inspirou um livro de Mohsen Makhmalbaf, intitulado de forma direta “O Afeganistão” (Editora Publifolha), que por sua vez decorreu de um artigo do mesmo autor, chamado “O Buda não foi demolido no Afeganistão, ele caiu de vergonha”.

O que os companheiros de lá não compreendem (os de cá também, vá lá) é que o mal não estava e nunca esteve nas estátuas, assim como o bem não está nas hoje implodidas rochas da montanha, nem no vazio deixado pelas dinamites em Hindu Kush. O que interessa é a essência do fato: as mãos de um mesmo animal podem fazer as coisas mais belas e as mais repugnantes aos olhos de todos. Incrível, mas simples: o mal e o bem estão bem aqui, a um palmo e meio abaixo de nossos olhos, dentro do que nos bomba sangue.

Destruction_of_Buddhas_March_21_2001

Isto é humano. Opostos e comuns combinando-se: virando fusion. Deus e o seu contrário mesclados e unos. O que é pó e o que é concreto? O vazio dos Budas não nos preenchem mais do que suas presenças?

Voltarei à “vaca fria” logo mais para mostrar que o Afeganistão oferta comida de mil sóis esplêndidos e, assim, provocante e fusion por excelência, desde muito antes dos tempos do quartel de Abranches (que provavelmente também cobiçou essa rota da seda pouco amada pela humanidade, mas ironicamente desejada por diversos de seus líderes).

30/09/2009

Panelas Hipertensas

Filed under: Sem categoria — Aullos @ 18:41
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Bem, bem… Desde 1º de setembro passado, todos os fabricantes de panela de pressão (…não é “Rares”, é Lares, como dizia uma propaganda que passava à exaustão na minha infância das panelas de pressão Lares, na qual uma japonesa trocava o l pelo r ao dizer o nome do produto…) devem ter os modelos da dita cuja aprovados e selados pelo Inmetro. A data para o comércio é 1º de março de 2010, mas já se encontra no mercado panelas aprovadas nos respectivos testes.

Desobstruir válvulas, trocá-las quando defeituosas e/ou periodicamente em assistências autorizadas, deixar a panela plana quando ao fogo, deixando o cabo virado para a parte interna do fogão e longe de crianças, cuidados com os níveis de água… Tudo para evitar isso: http://www.youtube.com/watch?v=KrfJGM0T6BQ

Enfim, para mim, cozinhar com panela de pressão se assemelha aos cuidados próprios dos experts em desarmar bombas.

Pode acelerar dez vezes mais o tempo dispendido na cozinha, mas nunca usei esse aparelho destruidor de lares (ou “rares”), preferindo a cocção lenta do lume agindo nas retaguardas de panelas normais.

Com ou sem Inmetro, eu não mudarei, embora essa medida governamental seja bastante elogiável por trazer maior segurança a um instrumento que já machucou seriamente muita gente.

Em tempo: será que o Inmetro aprovaria essa panela? O que você faz com suas latas vazias de cerveja? http://www.youtube.com/watch?v=wbyxk4HJFMk&feature=fvw

Comidas do Mundo

Essa mistura maravilhosa que constitui o mundo gastronômico sempre foi algo que me encantou, sejam as misturas locais, regionais, continentais… As igualdades e as diferenças, as várias especiarias e as diversidades de cocções, os doces e os salgados, ora seguidos, ora combinados em um único prato.

Essa plêiade de verdadeiras oportunidades culinárias sempre me intrigou. O que será que se come na África do Sul? No Egito? Em Seychelles? Quero dizer, quais são os pratos típicos de tantos lugares que dificilmente teremos chance de visitar e conhecer “in loco”? O que os seduz em seus cotidianos?

Esse conhecimento, claro, revela a nós as distinções culturais existentes no mundo, expressas na alimentação do homem. Traços religiosos e afetivos; técnicas de cultivo e manejo de animais e vegetais (agricultura, pecuária e todas as demais culturas que são desenvolvidas para, no fim, chegarem seus resultados às nossas mesas); o comer com as mãos, talheres e demais utensílios; multiplicidade de panelas, tachos, pratos; mesas, cadeiras ou chão…

Procurarei trazer a vocês esse mundo que veio e está vindo a mim graças à Internet. Procurarei ser fiel às receitas que, no final de todas as informações que trarei nos próximos posts, são os veículos que me fazem voar por esse mundo virtual específico, assim como sou e serei cuidadoso com as fontes, pois não quero correr o risco de compartilhar uma receita da Guiné que seja, na verdade, do Senegal (embora para correr riscos basta estar vivo), assim como a feijoada é nossa e não portenha.

Espero que vocês gostem. E correções e comentários serão desde já muito bem-vindos.

23/09/2009

Zalaya: tamales con Lula?

Nacatamales_in_steamer

Pelo que sei, sem experiência real do prato e por curiosidade aprendida nos Googles da vida, tamal ou “tamale” significa algo como “embrulhar com cuidado”, portanto, traduzindo à língua portuguesa, enrolar com apreço, ou, à língua brasileira derivada da portuguesa, a arte desenvolvida pelo político.

Os pratos hondurenhos são preparados, muitas vezes, ao que eu saiba!, com frutos do mar, pois Honduras é e se torna, quanto mais o tempo passa, e depressa, uma ilha, geograficamente e não.

Na gastronomia hondurenha, ainda segundo minhas pesquisas aleatórias e sem qualquer profundidade científica, não faltam carnes, tortillas, “enchilados”, pamonhas, feijões…

Tamales são ponto de honra. A foto acima me parece ser com folha de bananeira, e o recheio… Hmm???

Quem tiver a receita original dos tamales, desde já agradeço a postagem, mas podemos colocar Lula dentro, em homenagem do que ocorre por ora entre Brasil e Honduras… frutos do mar parecem combinar com honrarias nesse prato centro e sul-americano.

PS: vai a foto do irmão gêmeo de Zalaya, na embaixada brasileira, que traçou um nacatamales com Lula uma noite antes:

zelaya

15/09/2009

Preços de Primeiro Mundo

Todos sabemos que comer em São Paulo é uma grande diversão, assim como também sabemos que os preços, muitas vezes, são para lá de escorchantes. E não somos só nós, brazucas, que achamos isso. Visitando o site chow.com, encontrei esse tópico bastante interessante http://chowhound.chow.com/topics/515321 , no qual se encontra a afirmação de que “The devaluation of the dollar and the soaring value of the real means that we paid first world prices in a third world country. So we ate well but also suffered from price shock”. Isto é, preços de primeiro mundo num país de terceiro, seja lá o que tal classificação definitivamente queira dizer. Uma pena.

Assim como entristece o fato do gerente do D.O.M. ter negado inicialmente a divisão do menu-degustação pelos dois comensais, com afirmação de que se tratavam de porções individuais. Quem sente a fome sabe o que quer e quanto quer comer. Pegou mal e está na web com um carimbo “não recomendado” pelos visitantes (eles criticaram negativamente a comida, mas aí eu acho que já se trata de uma antipatia não-gratuita – ao contrário, cara – por conta dos problemas enfrentados no atendimento).

Gostei muito da crítica feita ao Brasil a Gosto. Colocou-o em seu devido lugar, isto é, no topo, em que cada centavo gasto é válido.

Vale a visita ao tópico e ao site como um todo, eleito um dos cinqüenta melhores de 2009 pela revista Time, embora eu desconfie desse tipo de eleição…

10/09/2009

Lembrança pouco sabida de França Júnior

Deve ter dado trabalho ao Saul Galvão (e rendido belas noites de vinho):

 

Truman

09/09/2009

O Bigodão Partiu. (?).

Filed under: Sem categoria — Aullos @ 18:18
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 Saul Galvão se foi. (?).

Tudo bem. As coisas caminham nesse sentido para todos nós, caras-pálidas ou não. A foice é o de menos, duro é o peso dela em nossos ombros. Ou será o contrário?

Eu, nos anos setenta e poucos, época em que lia jornais de joelhos na sala ou na cozinha da casa de meus pais (porque as folhas abertas das páginas eram maiores que os meus braços e que o meu corpo franzino, então só lendo com as páginas postas ao chão), ele, Saul, foi o primeiro crítico (crítico?) que eu li e conheci a discorrer sobre vinhos (mas eu queria saber, então, só sobre comida, isso eu me recordo bem: ele falava de receitas que remetiam à minha avó).

Não me recordo de detalhes, afinal não sou profissional (da área, quero dizer) para me preocupar com tanto, mas acho que era no JT que meus joelhos jaziam e ficavam pretos daquela tinta com chumbo, qual carvão, e ele, Saul, veiculava opiniões e receitas de interior e vinhos etc., em espaços periódicos que aprendi a acompanhar.

Por que eu, pós-criança, leria Saul, fora a xeretice? Ora, o texto do Saul certamente ficava perto da página de esportes e de alguma forma eu o visitava. Nem o fato dele ter feito, como eu, São Francisco, poderia justificar, pois ele largou as chinelas no meio do corredor das Arcadas e eu nem sabia, à época, que ele frequentou a gloriosa Academia. 

Mas, sei lá porque, de alguma forma ele me encantava. Há coisas que não se explicam. Saul não se me explicava, mas foi um bom Bigodão, disso eu sei. Bonachão. Estou certo disso, sem cumprimentá-lo uma vez se quer mão-à-mão. Um comilão, como vim saber.

Parece-me (e não “parecia-me”, afinal, o sentimento é presente) o Saul, com sua cara de avô na gravura do jornal, embora seguramente moço, uma alma barroca, um “cabra bom”, passando conhecimentos pelo papel (à época) a comuns como eu, um moleque que não imaginava que realmente viria a respeitar – embora sem conhecer pessoalmente – esse tal Saul que se foi (?) e não me deu as mãos, mas muito mais.

Até, Saul, porque o fundamental é passar bem.

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